Avaliação

Cozinha Eletroportáteis Processadores de Alimentos

Desempenho e Funções

10.0

Conforto Sonoro

5.5

Praticidade

9.0

Limpeza

8.5

Design e Acabamento

10.0

Segurança

10.0

Outros Pontos

9.4

Nota Geral

9.8

Custo-Benefício

1

Pontos fortes

  • Ótimo desempenho
  • Prático de usar, acionamento fácil
  • Potente para um produto pequeno

Pontos fracos

  • Jarra fina, pode quebrar com uma queda
  • Volume baixo para bater líquidos
  • Pontos de acúmulo de sujeira na alça
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Processador de Alimentos Oster Up & Down OMPR550 | Harpyja

É legal quando aparece um produto diferente, que busca quebrar os padrões de como as coisas são feitas. Já testamos mais de 10 tipos de processadores diferentes e este foi o primeiro onde as lâminas se movimentam para cima e para baixo. 

Como o nome já diz, o Oster Up & Down (Up n Down) além de fazer girar suas facas na horizontal, ele fica continuamente oscilando a altura das facas na vertical, para auxiliar o movimento dos ingredientes e melhorar o índice de corte. O que comumente fazem no mercado é ter facas em alturas diferentes, o que já é uma boa estratégia.

O produto tem um design agradável, um painel digital com botões por toque, inteiro isolado em uma peça contínua plástica cobrindo todo o topo do corpo. Há dois botões para controle do produto, um para pulsar e outro para funcionamento contínuo. A iluminação é agradável, sem exageros e com boa visibilidade em ambientes bem claros. 

botoes do Mini Processador Oster Up & Down OMPR550

Usabilidade

A sensibilidade dos botões é ótima. Basta um leve toque e o motor responde imediatamente. É importante que seja assim, pois muitos dos alimentos no processador exigem pouco tempo de corte para dar o ponto. 

O encaixe da tampa é prático. Há um desenho na frente que auxilia o consumidor a alinhar a jarra com o corpo e a alça da tampa auxilia a encaixar a tampa no copo. 

Mini Processador Oster Up & Down OMPR550

O encaixe da lâmina também não é complicado. Para assentar a peça é só largar no eixo central que já estará encaixada. Para remover deve-se girar no sentido anti-horário e a lâmina sairá também com facilidade. 

Jarra e tampa

O tamanho da jarra deixa o Oster entre os processadores grandes do mercado e os mini processadores. Apesar de declarado com 900 mL, há um furo no centro que faz a jarra transbordar em torno de 660 mL, então o limite do produto não passa disso. Para evitar que o consumidor passe do limite há uma indicação pequena do volume máximo na jarra que fica em 600 mL. Baseado nesse volume máximo o produto está muito mais próximo dos mini processadores do que dos processadores maiores.

As jarras de alguns mixers têm tamanhos similares a este Oster, mas como esses copos não tem furo central, acabam também tendo um volume útil maior que o Oster. Na foto abaixo tem o copo do processador que vem com o mixer da Mondial e o copo deste Oster.

jarra Mini Processador Oster vs mini processador mondial

Ainda sobre a jarra, apesar de ter um bom acabamento, a peça tem uma espessura muito fina para o material usado (acrílico). Vários pontos tem somente 2 milímetros de espessura, bastando uma leve queda para quebrar a jarra. 

A alça é prática, principalmente para os destros que também podem aproveitar o uso do bico para escoar líquidos. No topo da tampa há um espaço cônico com um furo no centro para auxiliar a dosar ingredientes líquidos enquanto batendo. 

alca do Mini Processador Oster Up & Down OMPR550

Desempenho

Este é o quesito com maiores expectativas devido a proposta do produto. Nos testes realizados foram feitos vários alimentos, alguns simples de bater como cebola, mas também vários testes que são complicados até mesmo nos processadores grandes, como amendoim e grão de bico. 

Quando batendo aveia o Oster Up & Down se saiu melhor que todos os outros mini processadores já testados, sendo um pouco melhor que o Black & Decker que estava como melhor até então. Quando comparando ele com os processadores grandes seu resultado é consideravelmente inferior. 

Porém quando batendo amendoim o conjunto impressionou, até mesmo quando comparado com todos os outros processadores maiores já testados. Quando batendo acima de 200 gramas de amendoim o produto bate sem necessitar do auxílio de uma espátula e em poucos minutos já entrega uma pasta. Caso seja usada uma espátula o amendoim chega a quase líquido. Com o auxílio de uma espátula foi possível até bater pouco amendoim, coisa que nenhum processador já tinha feito até o momento, muito menos os mini processadores. 

amendoim batido no Mini Processador Oster Up & Down OMPR550

Quando batendo grão de bico para fazer homus, o Oster Up and Down deu uma “aula de cortes” novamente. Em pouco tempo de funcionamento já transformou toda a mistura em uma pasta pronta para servir. Ainda foi explorado o produto com diferentes níveis de água para realizar o homus e em todas as situações o produto bateu com sucesso. Nestes casos, mesmo comparando o Oster com os multiprocessadores, seu resultado foi consideravelmente superior. 

grao de bico no Mini Processador Oster Up & Down OMPR550

Vale lembrar de que o produto não é feito para funcionar por mais de um minuto sem parar. Esses testes realizados chegaram a bater por vários minutos para estressar o conjunto. Apesar do processador entregar o resultado sem abrir o protetor térmico, vale dar esse descanso, pois houve sinais de superaquecimento.

Quando batendo ingredientes pouco viscosos, praticamente líquidos, o Oster up and Down é mais limitado. Se for fazer um molho de tomate grosso, até atenderá bem fazendo uns 400 mL, mas se for bater algo muito líquido, não vale passar de 200 mL no copo.

De todos os testes realizados a pasta de amendoim é a que demanda mais potência. Mesmo batendo 300 gramas de amendoim a potência demandada não passou de 220W, o que mostra que a potência do produto de 300W está bem dimensionada para o que o produto precisará bater. 

Quando se tratando de barulho, o Oster ficou em torno de 81 dBA, um ruído considerável, mas ainda assim na média com os outros processadores já avaliados. O audio abaixo é do produto em funcionamento.


Algo curioso é que este processador rotaciona com velocidades mais altas do que todos os outros processadores que já testamos. Os multiprocessadores giram em torno de 2000 rotações por minuto. O mini processador mais rápido que havíamos testado era o Black & Decker HC31, com 2780 rotações por minuto. Este Oster Up & Down bateu quase 4000 rotações por minuto. Isso não se traduz em desempenho, mas normalmente há alguma relação. Pode ser que o desempenho do produto não esteja somente ligado ao movimento vertical, mas também a essa velocidade alta de corte. 

Limpeza

No geral, os processadores de alimentos são chatinhos de limpar. Copos pequenos com cantos de acúmulo de sujeira. Como a jarra desse Oster é um pouco maior, facilitou o acesso ao fundo, e também agradou a ausência de cantos vivos, ótimos para travar comida e não sair sem escova. 

Assim mesmo não será possível fugir de uma escovinha. No encaixe da lâmina vai ter normalmente um pouco de acúmulo, assim como ao redor das lâminas, que vale usar a escova até por segurança, pois um leve deslize de atenção pode levar a um acidente. Assim mesmo, não é nada diferente dos concorrentes na dificuldade. 

Na parte interna e externa da tampa não tem quase nervuras, o que também facilita a limpeza

A parte superior do corpo é muito simples de limpar devido a peça plástica sobre o topo inteiro. Vale lembrar de que é uma peça que risca, então a limpeza deve ser feita sem elementos abrasivos. Somente o encontro da base com a chapa de inox que é um local de coleta de sujeira. Ali não tem muito o que fazer, vai valer uma escovinha também.

Alguns pontos de acúmulo de sujeira estão ligados a alça, que é parcialmente montada na tampa e no copo. Tem alguns locais que podem ter infiltração de líquidos, porém todo o acúmulo não tem contato com os alimentos dentro do copo. 

Segurança

Quando lidando com alimentos mais rígidos ou viscosos o conjunto vibra mais, principalmente quando a lâmina está mais alta. Não é nada grave e em todos os testes não houve sinal de instabilidade. Os pés são de boa qualidade, de borracha com cerdas. Agradou pois deu aderência e ao mesmo tempo não prendeu o produto na bancada como acontece quando usando ventosas.

parte de baixo do Mini Processador Oster Up & Down OMPR550

O copo trava no corpo, mas por mais que pareça possível carregar o produto pela alça, não é recomendado. Caso faça um movimento brusco rotacionando o produto é possível que se desprenda e solte do corpo. 

Assim como a maioria dos mini processadores, o Oster Up & Down tem dois sistemas de trava, um no encontro da tampa com o copo e outro no encontro do copo com o corpo. Caso um desses pontos não estejam encaixados nem o painel do produto liga. 

Há espaço na base para enrolar o cabo. É meio chato o processo e tem que cuidar, pois os “dentes” que seguram o cabo podem danificá-lo. Aqui foi possível reproduzir sem muito esforço um dano no cabo. O cabo em si tem um tamanho razoável, em torno de 92 centímetros. 

espaco para enrolar o cabo na base do Mini Processador Oster Up & Down OMPR550

Conclusão 

A Oster conseguiu surpreender com os resultados obtidos batendo diversos alimentos neste processador, mesmo botando o produto para comparar com processadores maiores. O design moderno e ao mesmo tempo de simples utilização também agradaram. Só faltou fazerem o produto com uma jarra robusta para fechar com chave de ouro. Também não precisavam apelar para declarar o produto com 900 mL de volume. Assim mesmo, para muitos esses são só detalhes. 


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